Saúde precisa de R$ 45 bi para melhorar atendimento

Publicado em: 24/09/2011 Categoria » Saúde

Governadores serão ouvidos antes da votação da proposta pelos deputados.

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem, durante debate na Câmara dos Deputados, que a reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a melhoria da qualidade no atendimento à população custariam R$ 45 bilhões ao país nos próximos anos.

 

"Se o Brasil quiser chegar a patamares parecidos com os dos seus companheiros sul-americanos, como Chile e Argentina, é preciso investir R$ 45 bilhões na saúde do nosso país", afirmou.

 

O ministro afirmou que "para dar conta desse novo SUS, nós precisamos ter políticas que garantam investimentos crescentes na área pública" sem, no entanto, tratar diretamente da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), novo imposto sobre movimentações financeiras que seria utilizado para financiar o setor. A votação da regulamentação da Emenda 29, na Câmara, deve ocorrer hoje.

 

Padilha avaliou que o texto que está sendo discutido na Câmara não é ideal e deve retirar R$ 6 bilhões do investimento dos Estados, porque desconsidera de sua parcela os recursos do Fundeb. "É um passo importante que está sendo dado termos uma regra clara sobre o que é investimento em saúde, mas a caminhada ainda vai ser longa para reorganizar o SUS e dar conta das necessidades do povo brasileiro", declarou.

 

O líder da minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), avaliou que o governo Dilma perdeu a oportunidade de fazer reformas que definam de uma vez por todas a questão do financiamento da saúde. Ele acredita que a facilidade e o apoio do início do mandato poderiam ter sido usados para aprovar uma reforma tributária que fizesse um novo pacto de responsabilidades entre União, Estados e municípios. "Os recursos são suficientes, precisam ser mais bem-utilizados, e tenho certeza de que não é necessário criarmos um novo imposto", afirmou.

 

Hoje, antes da votação, o presidente da Câmara, Março Maia, tem encontro com os governadores para discutir o assunto.

 

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